Ei Você – Não seja um Sísifo!!!

Um dos personagens mais curiosos e interessantes da mitologia grega é Sísifo, rei de Corinto.

 

 

É possível compará-lo com aquele colega de trabalho que vive dando jeitinho para tudo. O famoso espertalhão.

 

 

Sísifo era considerado o mais esperto entre os homens, e sua fama corria o mundo. Igualmente a fama dos espertalhões que trabalham conosco.

Segundo a história, Sísifo, sempre se via diante das situações mais complicadas, mas as complicações eram fruto das tentativas de tirar vantagens de tudo e de todos. Era muito astuto, mas de nada adiantava.

Cada esperteza criava novas dificuldades, que por sua vez pediam novos estratagemas, numa eterna sucessão de saídas provisórias.

Acredito que devem existir milhões de Sísifos no mundo! São aquelas pessoas que sempre preferem as soluções paliativas, mesmo sabendo que estas soluções acabam gerando mais problemas, e com isso nunca realizam seus objetivos.

 

 

Certa vez, Sísifo descobriu por acaso ou sorte que Zeus havia cometido um ato de traição contra Asopo, deus dos rios, tendo Zeus raptado Egina, filha de Asopo.

Sísifo, logo quando soube da tal traição de Zeus, encontrou logo um meio de tirar vantagem desta situação.

Em suas terras havia extrema falta de água, Sísifo teve a ideia brilhante de contar para Asopo que sabia onde sua filha estava, mas antes de revelar o paradeiro da filha, era preciso que Asopo lhe concede-se uma nascente. É óbvio que um pai desesperado, aceitaria qualquer troca pela paradeiro de sua filha, e de bom grado aceitou a proposta, dando a Sísifo a nascente tão cobiçada.

Sísifo de posso da nascente, disse a Asopo que sua filha fora raptada por Zeus.

Sísifo conseguiu resolver o problema de falta de água, porém arrumou outro problema: Zeus ficou furioso com a delação de Sísifo que mandou a Morte buscá-lo.

Só que Sísifo confiava muito na própria astúcia.

 

 

Sísifo recebeu a Morte em sua casa e começou a conversar. Fez questão de elogiar sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar. O colar, na verdade, não passava de uma coleira mágica com a qual Sísifo manteve a Morte aprisionada e conseguiu driblar seu destino.

Algum tempo se passou desde que Sísifo havia aprisionado a Morte, e com isso não morreu mais ninguém. Sísifo soube enganar a Morte, mas provocou uma encrenca monstruosa.

Como ninguém mais morria, Hades, deus das almas e do inconsciente, se tornou um grande inimigo de Sísifo, e ele não estava sozinho, havia também Ares, deus da guerra, que precisava dos préstimos da Morte para consumar suas batalhas.

Hades fez de tudo para libertar a Morte, por fim conseguiu a façanha e lhe ordenou que trouxesse Sísifo imediatamente para os Infernos.

Só que cada ação tomada por Sísifo era com muita astúcia, pensando sempre uma ou duas jogadas à frente, como um jogo de tabuleiro de xadrez.

Quando Sísifo se despediu da mulher, teve o cuidado de lhe pedir secretamente que não enterrasse seu corpo. Pediu que não comentasse o motivo, só não realiza-se o sepultamento.

Ao chegar nos infernos, Sísifo ficou frente-a-frente de Hades e reclamou sobre a falta de respeito da sua esposa por não enterrar seu corpo.

Então suplicou que lhe desse um dia antes de sua morte para que pudesse se vingar da mulher ingrata e cumprir os rituais fúnebres. Hades lhe concedeu esse pedido. Sísifo retomou então seu corpo e fugiu com a esposa. Havia enganado a Morte pela segunda vez.

Viveu muitos anos escondido até que finalmente morreu. Quando Hades o viu, reservou-lhe um castigo especial. Sísifo foi condenado a empurrar uma enorme pedra até o alto de uma montanha. Antes de chegar ao topo, porém, a pedra rolava para baixo, obrigando-o a retomar sua tarefa – até o fim dos tempos.

Contam que até hoje Sísifo vive arrastando essa pedra com muito suor para vê-la cair montanha abaixo sem poder ter o prazer de ver sua tarefa concluída.

Os Sísifos que encontramos hoje em nossas vidas estão acostumados a agarrarem o que surgir pela frente para tentar encontrar algum sentido na vida. Mas por agirem por impulso se deslumbram facilmente com uma ilusória tábua de salvação.

 

 

Os Sísifos modernos são aqueles que a cada hora aparecem com uma ideia nova, que em geral se choca com tudo aquilo que tinham imaginado (e não planejado). Dessa forma acabam não dando importância ao que já haviam combinado com o chefe, com os colegas de trabalho, com a família. O que eles gostam mesmo é de administrar por crises. Ao invés de preveni-las eles preferem criá-las, para nos dar a impressão de que são algum tipo de salvadores da pátria.

Não seja um Sísifo.

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Conheça o Autor

Wesley Costa
Wesley Costa
Tenho mais de duas décadas de experiência em TI e terceirização de processos de negócios, implementação de serviços compartilhados, gerenciamento de outsourcing, renegociações de contratos e planejamento e análise financeira. Também ofereci serviços práticos como um executivo de vendas, onde forneci suporte e liderança em vários negócios grandes e complexos para processos de TI e de negócios.

Carreira desenvolvida na área de Tecnologia da Informação e Administração de Empresas, com ampla experiência em gestão de pessoas, análise de impacto e riscos a nível nacional e internacional, padronização de processos e gerenciamento de projetos.
Possuo liderança e ótimo relacionamento interpessoal, gosto de produzir em equipe e desenvolver trabalhos de forma séria, dinâmica e criativa, apresentando resultados diferenciados.

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