O Câncer e a Tecnologia.

Muito se fala em tecnologia, em usar tecnologia para prolongar a vida, ou até mesmo detectar doenças e tratá-las antes mesmo que elas apareçam em quaisquer diagnósticos.

Uma das doenças mais devastadoras é o câncer, e pouco se comenta em como a tecnologia vem auxiliando no tratamento e erradicação deste mal que afeta a todos em distinção de nacionalidade, crença ou religião.

Ainda que a tecnologia evolua a um ritmo alucinante, a verdade é que nenhuma pessoa encara com tranquilidade um diagnóstico de câncer.

O impacto do diagnóstico na vida de uma pessoa é sempre brutal. O câncer vai ser, possivelmente, a doença mais importante e impactante da sua vida.

Sabendo como é sensível e dramático o momento em que se tem conhecimento de um diagnóstico de câncer o melhor é que a pessoa confie numa equipe médica e tenha esperança, que não fique acuada pelo medo e faça o possível para continuar a ter uma vida normal.

 

 

Além da tecnologia que tem sido grande aliada nessa batalha, mas existem outros fatores contribuindo para um melhor diagnóstico/tratamento, e em alguns casos, até mesmo vencer a batalha contra o câncer.

Diagnóstico precoce: chance de cura próxima a 100%

Nos últimos anos, o Ministério da Saúde passou a fazer o chamado “rastreamento do câncer”. A partir desse programa, os exames de diagnóstico são feitos antes mesmo que haja qualquer sintoma de doença.

Genética ajuda na escolha dos medicamentos

Hoje é possível fazer um mapeamento genético do paciente e identificar exatamente quais serão as drogas que funcionarão melhor para cada caso. Além disso, é possível identificar a dose de medicação que será bem tolerada.

Cirurgia nem sempre é mutiladora

O surgimento da cirurgia robótica fez com que os procedimentos cirúrgicos que antes eram mutiladores se tornassem minimamente invasivos.

A utilização de cirurgia é considerada cada vez mais conservadora, causando uma excelente preservação dos órgãos. A cirurgia robótica, com fator pouquíssimo invasivo, reduz a dor, a perda de sangue a necessidade de remédios analgésicos. Desta maneira, a pessoa fica um tempo inferior internada no hospital e exibe resultados melhores. Nos Estados Unidos da América, o câncer de robótica já conta com aproximadamente 80% dos casos operados através de intervenção robótica. No entanto, o principal problema que restringe o uso em massa dessa técnica é o alto custo das operações.

Além disso, a quimioterapia começou a usar remédios específicos, como, por exemplo: os anticorpos monoclonais, os antagonistas hormonais, a terapia alvo-dirigida, entre outros.

No setor de radioterapia, nos dias de hoje, existem máquinas extremamente precisas, direcionadas para acabar apenas com o tumor, garantindo a integridade dos órgãos que permanecem saudáveis.

O uso de novos remédios também é uma alternativa para melhorar e aumentar a vida dos pacientes.

Recentemente fiquei sabendo que desde 2013 Portugal já faz uso de nanotecnologia na guerra contra o câncer.

Portugal é “pioneiro” na investigação da aplicação de nanotecnologia na prevenção e combate do câncer com o desenvolvimento de um sistema de diagnóstico local que permitirá “poupar tempo e dinheiro” no tratamento da doença e “elaborar” tratamentos personalizados.

 

 

Em 1º de Fevereiro de 2013, no dia em que se assinala a luta contra o câncer, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), em Braga, promoveu um “encontro” com especialistas da área, inserido numa iniciativa de âmbito europeu promovida pela European Techonology Platform.

Da prevenção ao tratamento, passando pelo diagnóstico, a nanotecnologia tem “muito a dizer” no combate a doenças cancerígenas, concordaram pesquisadores e médicos.

O projeto descrito de uma forma mais simples é mais ou menos assim:

Numa pequena caixa de metal estão “centenas de horas de investigação, muito dinheiro aplicado”, mas também “a esperança” para a prevenção e detecção “imediata” de doenças cancerígenas através da análise de biomarcadores.

“É um sistema de diagnóstico local que permite ao médico determinar, no seu consultório, se existe um determinado tipo de patologia quando faz uma análise de sangue, saliva, ou urina”.

O procedimento começa com a recolha de uma amostra do fluído do paciente.

“Depois, põe-se uma gotinha em cima de um chip que, ao inserir na caixinha, irá determinar exatamente o número ou de moléculas, ou de fragmentos de DNA e saber se a amostra contem um número que seja considerado já como patologia”.

A “caixinha” é eletrônica, mas o “chip” é “todo ele nanotecnologia”, e transforma a combinação “num sistema que permite fazer o que normalmente é uma análise clínica em tempo real, entre 10, 20 ou 30 minutos”.

A importância deste sistema é que permitirá “poupar imenso dinheiro no tratamento de uma doença eventual” podendo também “ajudar o médico no tratamento porque vai permitir de uma maneira quantificada e personalizada ajustar o medicamento”.

Portugal, é um dos pioneiros na produção deste sistema que, não sendo o único existente, tem tecnologia portuguesa que está sendo exportada para outros centros de investigação e tratamento contra o câncer.

Mas não é apenas nesta “caixinha” que os caminhos da nanotecnologia e do combate ao câncer se cruzam. A aplicação de tecnologias nano podem ainda alterar o paradigma do tratamento do câncer.

“Usando uma imagem militar, a quimioterapia clássica, com medicamentos que servem para destruir células, oncológicas ou outras, não é seletiva. Nesse contexto, do ponto de vista militar é Napalm”, comparou o também pesquisador Rogério Gaspar, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

“O que se pretende fazer com os sistemas de base nanotecnológica é diminuir a toxidade aumentando a seletividade. Do ponto de vista militar é como se tivesse um míssil guiado por laser que vai para um ‘target’ específico”, apontou Rogério Gaspar.

Mas, ressalvou, “tudo isto é um cenário de ficção científica porque, na prática, a geração de medicamentos desenvolvidos até hoje, e que são nanomedicamentos, ainda não são bem uma bomba guiada a laser, mas uma bomba guiada em função dos caudais de evento, que vai aproveitando da própria estrutura anatomofisiológica da doença”.

Mas o futuro é já ali.

“A geração de novos medicamentos que estão a ser estudados e desenvolvido, esses, sim, são as bombas guiadas a laser com moléculas específicas colocadas à superfície e dirigidas para álbuns muito específicos”, afirmou o pesquisador”.

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Conheça o Autor

Wesley Costa
Wesley Costa
Tenho mais de duas décadas de experiência em TI e terceirização de processos de negócios, implementação de serviços compartilhados, gerenciamento de outsourcing, renegociações de contratos e planejamento e análise financeira. Também ofereci serviços práticos como um executivo de vendas, onde forneci suporte e liderança em vários negócios grandes e complexos para processos de TI e de negócios.

Carreira desenvolvida na área de Tecnologia da Informação e Administração de Empresas, com ampla experiência em gestão de pessoas, análise de impacto e riscos a nível nacional e internacional, padronização de processos e gerenciamento de projetos.
Possuo liderança e ótimo relacionamento interpessoal, gosto de produzir em equipe e desenvolver trabalhos de forma séria, dinâmica e criativa, apresentando resultados diferenciados.

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